O verbo no
cordel
Vou cantar o meu cordel
Pra vê se no meu papel
O verbo se mostra em verso
Veja bem a conjugação
Transformando tudo em
ação
Não importa se passou se já é ou se virá
Põe em divulgação
Os modos de se falar
Até mesmo sem se importar
De que jeito se dirá
Quando não se quer afirmar
aquilo que não se sabe
use o subjuntivo
que é o modo que cabe
Mas pra ter certeza de tudo
falo de outro modo sortudo
chamado de indicativo
sempre cheio de verdade
Afirma mesmo sem saber
todo sem ambiguidade
Mas se não for seu querer
afirmar nem contestar
escolha o senhor dos impérios
de conselho bem ativo
mandando e desmandando
contudo sem impropérios
cuja alcunha é imperativo.
Veja agora as flexões
que faz três terminações
seja a, e ou i todas com r a seguir
e pra dá exemplo de acima:
“Todo ser pensa de amar
sem nunca querer partir”
e desse modo se conjuga
o que deixou de existir
como o velho verbo poer
que não mais se pode dizer
mas de se por em
cantoria
vemos sua escrita atual
em perfeita harmonia
Porém mais adiante aqui
mostrarei o seu formato
dessa classe de vocábulo
que é todo estruturado
de radical e vogal
unindo assim em tema
um todo amalgamado de palavra
reflexiva, passiva ou ativa em cena
mas se queremos dizer
quem e quando pronuncia
na fala e na escrita
acrescentamos as desinências
de tempo, modo, pessoa
Partículas que anunciam
Quantos falam nessa hora
Se é plural ou singular
E qual voz que ecoa.
Com essa prosa contente
De ter a gramática sempre
com nossa língua mãe a dizer
De que modo se fazer
Nossa fala matuta ou honrosa
Quero agradecer desde agora
Por meus versos simples lê
Com louvor termino minha prosa
E o que ficou pra entender
Será dito noutra hora.
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